Biografias dos patronos da SBACE
Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino

 

Carlos de Carvalho

Patrono da Contabilidade

Na Forma do decreto nº1.626 de 25 de abril de 1977 - Prefeitura de VALINHOS -SP e decreto 2.274-2.276 do ano de 1977 Prefeitura de RIO CLARO - SP

A SBACE homenageia os destaques da contabilidade do Brasil com a Láurea de Carlos de Carvalho (Diploma e Medalha). Aos 144 anos do nascimento de Carlos de carvalho patrono da Contabilidade Brasileira. A SBACE estara realizando em Porto Alegre,evento honorifico quando serão convidadas altas personalidades dos seguimentos contabeis e autoridades civis,militares e religiososas do Brasil.Estaremos prestigiando este notavel gênio que tanto colaborou com seus ensinamentos para o crescimento da nação Brasileira. CARLOS DE CARVALHO esta no coração de todo aquele que escolheu a nobre profissão de contabilista.


 

General Francisco Glicério

O Notável Republicano

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General Francisco Glicério

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Medalha General Francisco Glicério

 

Biografia

Francisco Glicério de Cerqueira Leite, natural de Campinas onde nasceu no dia 15 de agosto de 1846, filho de Antonio Benedito Cerqueira Leite e de Maria Zelinda, filha de escravos que foi uma mãe extremosa, carinhosa e respeitada por todos, vindo ele a falecer na cidade do Rio de Janeiro no dia 12 de Abril de 1916. Francisco Glicério foi um dos maiores vultos da libertação dos escravos e cognominado mui justamente como príncipe da democracia Brasileira, como notável chefe republicano na Meca da república que foi a nossa querida Campinas, portanto falar desta figura incomparável nas horas atuais é recordar com saudades de seus grandes feitos e de seus magistrais companheiros: Quintino Bocayuva, Benjamim Constante, Rui Barbosa, Prudente de Moraes, Campos Salles, Américo de Campos Rangel Pestana, Antonio Marçal Nogueira de Barros, Luiz Carlos de Mello, e tantos outros da velha estirpe republicana. De 1870 em diante, Francisco Glicério com 24 anos de idade, iniciava sua brilhante carreira política, assinando o manifesto dos republicanos em 9 de dezembro, e fundava o partido republicano do Brasil; em 1873 representou os republicanos de Campinas na convenção republicana de Itu, sendo um dos mais jovens convencionais e por revelar-se um excelente condutor de homens, um arregimentador do eleitorado e chefiava as campanhas com verdadeiro amor as idéias republicanas, com desassombro, combatia a monarquia e pregava a abolição integral dos escravos e os ideais da republica como verdadeiro apóstolo. Em 1877, foi eleito deputado republicano juntamente com Salvador Penteado, pois Glicério era o incontestável chefe do partido republicano, assumindo como responsável das campanhas políticas no célebre comício  de São José do Rio Pardo, alguns meses antes da Proclamação da República, enfrentando ataques de toda a sorte pelos monarquistas fanáticos que praticavam verdadeiro vandalismo no hotel onde estavam hospedados os republicanos. Consta que foi ali a 10 de agosto que Francisco Glicério, desfraldou pela primeira vez a Bandeira da Republica, que se assemelhava a atual bandeira Paulista. Depois destes tristes acontecimentos de São José do Rio Pardo, mas que foram alertadores da aproximação da proclamação da republica no dia 7 de novembro de 1889. Francisco Glicério embarcou para o Rio de Janeiro, afim de confabular com os Generais responsáveis pela a proclamação da república, culminando este ato no dia 15 de novembro de 1889 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, sendo Francisco Glicério, seu braço direito na organização do Governo provisório, onde ocupou a pasta da agricultura, comércio e obras públicas, tendo desenvolvido louvável atividade neste setor administrativo, melhorando as condições de transporte, produção e incentivo a integração. Na constituinte republicano de 1890 – 1891, representou São Paulo como seu Deputado, foi Senador por São Paulo de 1902 à 1916 quando veio a falecer. Francisco Glicério foi grande Campineiro, que honrou e dignificou sua terra natal, e os biógrafos são unânimes em afirmar que ele foi injustiçado,  por que merecia a direção do Estado de São  Paulo. Francisco Glicério era uma figura muito querida em Campinas, incansável, prestava com a sua capacidade de trabalho e inteligência, ações em prol da sua terra natal. Recebeu inúmeras honrarias, entre elas de General do exército de parte do Governo da República. Francisco Glicério foi iniciado Maçom na Loja “Independência”, do Or.: de Campinas. Exerceu o Gran Mestrado do Grande oriente do Brasil de 01/02/1905, sendo o segundo paulista depois de José Bonifácio de Andrade Silva a ocupar esse cargo. Pelo decreto 292 de 06 de abril de 1905, foi distinguido com o título de Gran Mestre Honorário “Adivitam” do grande Oriente do Brasil.



Manuel Ferraz de Campos Sales



Biografia


Nasceu em Campinas, 15 de Fevereiro de 1841 — Santos, 28 de junho de 1913) foi um advogado e político brasileiro, terceiro presidente do estado de São Paulo, de 1896 a 1897, presidente da República entre 1898 e 1902.

Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo da turma de 1863, Campos Sales ingressou, logo após se formar, no Partido Liberal. A seguir, participou da criação do Partido Republicano Paulista (PRP), em 1873, sendo portanto um republicano histórico.
Foi deputado provincial de 1867 a 1871, vereador (1872), novamente deputado provincial (1881), deputado geral de 1885 a 1888, e deputado provincial (1889), sempre pelo PRP.
Com a Proclamação da República, foi nomeado Ministro da Justiça do governo provisório de Deodoro da Fonseca quando promoveu a instituição do casamento civil e iniciou a elaboração de um Código Civil na República. Substituiu o Código Criminal do Império de 1830, pelo Código Penal da República, através do decreto nº 847, de 11 de outubro de 1890.
Elegeu-se senador da república em 1891, mas renunciou ao cargo, em 1896, para se tornar presidente do estado de São Paulo, cargo que exerceu até 1897, quando renunciou para poder ser candidato à presidência da república.
Como governador, na época se dizia presidente, enfrentou um surto de febre amarela em todo o estado, um conflito na colônia italiana na capital, uma onda de violência na cidade de Araraquara, no episódio que ficou conhecido como Linchaquara, e enviou tropas estaduais para combater na Guerra de Canudos.
Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Campos Sales julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.
Desenvolveu a sua Política dos Estados mais conhecida como política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, base da República Velha. E assim se manifestou a respeito:
Através da Política dos Estados, obteve o apoio do Congresso através de relações de apoio mútuo e favorecimento político entre o governo central, representado pelos presidentes da república e os estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal. Com esta forma de governar Campos Sales conseguiu a estabilidade política do Brasil.
Esta política fora iniciada e testada, anteriormente, quando Campos Sales, como governador de São Paulo, garantiu o poder local dos coronéis desde que eles se filiassem ao PRP e apoiassem os governadores de São Paulo.

O quarto presidente do Brasil, Campos Sales, numa nota de 10 mil réis de 1925.
Na economia, a presidência Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding loan".
Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida externa brasileira começaria a ser paga em 1911, pelo prazo de 63 anos e com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.
Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.
Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.

Em 1899, o presidente Júlio Roca, da Argentina, visitou o Rio de Janeiro, e, em 1900, Campos Sales retribuiu a sua visita, sendo recebido por um grande público, cerca de um quarto da população portenha, em Buenos Aires. Campos Sales foi o primeiro presidente brasileiro a viajar ao exterior.
Recebeu o apelido de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro que fora mal compreendida pela população brasileira.
Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demárches) para a eleição presidencial de 1914, seu nome chegou a ser lembrado para a presidência da república, mas faleceu repentinamente, em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.

É homenageado dando seu nome a uma cidade do Ceará: Campos Sales (Ceará) e outra em São Paulo: Salesópolis.


Francisco Barreto Leme

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Biografia

Francisco Barreto Leme, o fundador de Campinas, nasceu na então Vila de Taubaté, em 1704 e ali se casou aos 26 anos com Rosa Maria de Gusmão. Veio estabelecer-se com a família no termo de Jundiaí e ouvindo falar da uberdade do solo entre a cidade e a Vila de Moji-Morim, passou a residir num lugar chamado de Campinas de Mata Groso. A povoação foi crescendo e Barreto Leme muito fez por ela, ao ponto de conseguir a criação da Frequesia das Campinas de Mato Grosso, tendo doado, ao que se diz, terreno para a primeira igreja.

Em 1774 o governador, D. Luís António de Sousa Botelho Galvão, atendendo naturalmente ao mérito de Barreto Leme, nomeou-o fundador da Frequesia. Morreu no dia 9 de abril de 1872 e foi sepultado na Igreja Matriz da Frequesia, no local onde hoje se encontra a Matriz do Carmo, a moldura acima encontra-se afixada no interior da igreja indicando o fato. Faleceu aos 78 anos, deixando numerosa prole.

Quando da criação freguesia, o pequeno povoado contava 51 famílias e com 854 pessoas


 

Copyrigth 2009 |  By Leonardo